Recorte do Diário As Beiras de 20 de outubro de 2022 sobre a criação Os Cadáveres São Bons Para Esconder Minas
Diário As BeirasCanção utilizada no espetáculo Com que Linhas te Cruzas
Miguel CordeiroDigitalização da segunda edição da obra "Da Divisão do Trabalho Social" da autoria de Emile Durkheim (1858-1917), traduzida por Eduardo Brandão, e editada por Martins Fontes.
Émile DurkheimSINOPSE
Partindo da obra da família, de Valério Romão, construímos um espetáculo sobre as transformações atuais na estrutura e dinâmica das famílias. Com dramaturgia criada pelo autor, serão cinco dessas histórias que o TEATRÃO levará a cena a partir de 9 de dezembro, em duas partes e em dias distintos. Os cinco episódios familiares têm uma estrutura fabulista, mítica e fantástica, embora paradoxalmente quotidiana. Os episódios não estão propriamente localizados nesta ou naquela época, não fazem parte do passado embora também ali estejam, nem são contemporâneos, embora reconhecíveis no dia a dia. Sem ter qualquer pretensão ensaística ou formal, o tratamento melodramático, no melhor sentido da palavra, tem uma estrutura épica que, de forma inadvertida ou propositadamente, sabe-se lá, desassossega o recetor. Nas cinco casas que mostramos, os pais são todos Henriques, as mães são todas Martas, os filhos Rogérios, Antónios, Ritas e Raqueis e os cães Neros. As fendas na construção familiar são as de todos nós, os velhos a quem não conseguimos atender, os novos a quem não conseguimos educar, a paixão que não conseguimos manter, o futuro que não podemos vislumbrar. Da família é uma espécie de condomínio à beira de um ataque de nervos cujo ansiolítico é a fantasia e que achamos dever prescrever aos espectadores em dose dupla.
Também a partir deste desassossego, que logo à partida nos desequilibrou na aproximação à obra, queremos propor um ciclo de atividades que de alguma forma abordem assuntos que a obra nos suscita. Não para desvendarmos qualquer mistério, já que não é mister da arte deslindar charadas, mas socializar angústias.
FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Dramaturgia: Valério Romão
Encenação: Marco António Rodrigues
Assistência de Direção: Mariana Pereira
Interpretação: Cláudia Carvalho, Isabel Craveiro, Hugo Inácio, João Santos, Margarida Sousa, Pedro Lamas e Sofia Coelho
Desenho de Luz: Jonathan Azevedo
Cenografia e Figurinos: Filipa Malva
Composição e direção musical: Victor Torpedo
Sonoplastia: Pedro Fonseca / Coletivo AC e Nuno Pompeu
Apoio Vocal: João Rui
Apoio ao movimento: Ana Figueiredo
Design Gráfico: Paul Hardman e João Oliveira
Fotografia: Carlos Gomes
Cabeleireiro: Carlos Gago (Ilídio Design)
Direção Técnica: Jonathan Azevedo
Direção de Cena: Afonso Abreu, Diogo Barbosa, Diogo Simões, David Meco e Mariana Pereira
Operação de Luz e Som: Jonathan Azevedo e Nuno Pompeu
Construção e Montagem de cenário: José Baltazar, Josh Ford, Manuel Carvalho, Paul Yem, Tiago Antunes e Nuno Pereira
Costureira: Albertina Vilela e Lídia Mota
Banner de divulgação da oficina "Dançar o Tempo", inserida no âmbito da criação TIME. Formato para plataformas digitais
Cartaz de divulgação da oficina "Dançar o Tempo", inserida no âmbito da criação TIME. Formato para plataformas digitais