Zona de identificação
Código de referência
Título
Data(s)
- 04-09-2025 (Produção)
- 2025 (Acumulação)
Nível de descrição
Dimensão e suporte
Zona do contexto
Nome do produtor
História administrativa
O Teatrão foi fundado em 1994, dedicando-se à criação de espetáculos e atividades pedagógicas para a infância, inexistentes até então na cidade de Coimbra.
No final da Capital da Cultura de Coimbra, instalou-se no Museu dos Transportes, na zona baixa da cidade. A possibilidade de programar trouxe ao Teatrão a oportunidade de desenvolver dinâmicas para públicos mais diversos, fundamentais para a evolução do projeto e que transformaram este espaço provisório numa das principais salas de espetáculo da cidade. Até 2008, o Museu acolheu dança, música, teatro, das principais companhias do país, de emergentes e artistas locais, trazendo milhares de espetadores ao Museu. Foi igualmente neste período que o Teatrão viu crescer o seu projeto pedagógico, acrescentando às Classes de Teatro (2001), outros programas de formação dedicados a jovens com necessidades especiais, pessoas de idade maior, companhias amadoras, entre outros. Em 2008 o Teatrão assume a Oficina Municipal do Teatro (OMT), transformando este espaço num polo dinâmico de programação cultural, proporcionando à cidade espetáculos dos mais variados géneros e para diferentes públicos, iniciando um projeto que assenta na relação aberta e informal com todos os agentes, parceiros e públicos da cidade e do país, ampliando a sua oferta educativa e explorando diferentes formas teatrais nas suas criações.
A partir de 2012 o projeto pedagógico expandiu o seu território, criando redes e parcerias com municípios vizinhos, com a academia e com outras estruturas da cidade Internacionalmente criou parcerias com estruturas da Bélgica, Holanda, Itália, Irlanda e Reino Unido.
Em 2014 concebe a Rede Artéria – criação e programação – que operou em 8 municípios da Região Centro até 2021, para a qual prepara uma publicação final e nova edição para o ciclo 2020/2030.
Atualmente o projeto pedagógico distingue-se por ser um projeto empenhado na criação teatral que afirme a qualidade dos seus profissionais e desafie os públicos, cruzando-os com seu projeto pedagógico, e os projetos de mediação e participação das comunidades.
Destaca, dos inúmeros parceiros académicos, o Centro de Estudos Sociais (CES) da UC com quem desenvolve sofisticados e inovadores processos de intervenção e participação, em projetos de investigação nacionais e europeus com os seus programas e criações. As desigualdades existentes no acesso à cultura são, desde o início da sua atividade, uma realidade a transformar. A defesa do ensino artístico de qualidade, do teatro, desenvolvido por profissionais capacitados e experientes em todos os níveis de ensino é outro dos seus desafios de sempre. O reconhecimento público do projeto do Teatrão é demostrado pelo recente estudo de públicos do CES, onde o Teatrão é o projeto, local de programação mais reconhecido pelos públicos. O Teatrão é o único espaço acessível da cidade, com LGP e Audiodescrição. A OMT integra a RTCP e a Rede de Teatros de Programação Acessível. Ajudou a criar e faz parte da direção da Descampado, rede de estruturas de todo o país, descentralizadas e com lógicas inovadoras de cooperação, sustentabilidade e valorização dos territórios.
História do arquivo
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Âmbito e conteúdo
SINOPSE
A tão esperada linha da Lousã, agora na forma de metro de superfície, é finalmente inaugurada. E o espetáculo que antes acontecera nos apeadeiros, ocupa agora o interior dos veículos. O antigo comboio assume agora a forma de um autocarro elétrico, um portal mágico, que cruzará as linhas urbanas e suburbanas, o passado, o presente e o futuro. Será cruzada a fronteira entre o real e o virtual, o mundo digital e o mundo analógico. Para esta Viagem, contamos novamente com o elenco formado pelos três atores e pelas pessoas das comunidades de Serpins, Moinhos, Lousã, Miranda do Corvo e Coimbra. O autocarro representa um lugar onde tudo pode acontecer quando nele se adentra. Durante a viagem, os atores desdobram-se em variadas personagens, que partilham amores e canções e evocam memórias e visões de futuro.
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Dramaturgia: Sandra Pinheiro
Encenação: Marco António Rodrigues
Elenco Teatrão: Afonso Abreu, David Meco e Miguel Cordeiro
Elenco da Comunidade:
Lousã: Ana Bela Bolsa, Carlos Dias, José Quaresma, Maria José Barata
Miranda do Corvo: Bruna Dias, João Martins, Lúcia Dias, Madalena Barbeiro, Mário Sol
Moinhos: Ana Dias Rosado, Anabela Corino, Edgarda Brandão, Idalina da Costa, Lourdes Camilo, Maria Alice Rodrigues, Maria Cesaltina Lucas, Maria Clarice Ferreira, Rosa Cravo, Zaira Cruz
Serpins: Fin Sherry-Brennan, Manuel Carvalho, Associação Filarmónica Serpinense
Elementos Cénicos, Figurinos e Adereços: Filipa Malva
Direção Musical e Composição Originais: Miguel Cordeiro
Grafismo: Studio and Paul
Fotografia: Carlos Gomes
Vídeos: Gonçalo Cunha
Comunicação: Diogo Simões, Luís Marujo, Margarida Sousa
Produção Executiva: Cátia Oliveira, Eva Tiago ~
Costureira: Alda Clemente, Albertina Vilela
Concepção do Projeto: Isabel Craveiro
Produção: Teatrão 2025
Em Coprodução com: Metro Mondego, Município de Coimbra, Município da Lousã e Município de Miranda do Corvo
Classificação etária: Maiores de 12 anos
Duração: 2 horas
Teatrão 2025